QUARENTENA: DECIMO SEGUNDO DIA
Apesar do sol daquele dia, a ventania aumentava a cada sopro que eu sentia em meu rosto. Rosto esse preocupado por passar em varios mercados em vao em busca do alcool em gel. estava agora em um dos mercados grande da cidade, lotado para aquele horário, onde eu via pessoas e mais pessoas correndo com os seus carrinhos lotados de compras para estocar. na fila do caixa as pessoas davam distancia uma das outras na intenção de evitar o minimo de contato possivel.
- distancia de cinco passos, certo?_disse um rapaz ao ir para tras de uma mulher.
passei no meio dos dois enquanto procurava o corredor de produtos de limpeza. ou o nome seria outro e eu estou me confundindo? nao importa, sou ruim em mercados desde criança. e so piorou depois que comecei a morar so. todos que eu havia visto do mercado estavam usando mascaras, assim como todos os funcionários.
-Boa tarde, brother, sabe onde fica corredor dos produtos de limpeza? estou procurando alcoolismos em gel_disse a um dos funcionários que cruzou o meu caminho com um carrinho.
- Os procutos de limpeza ficam ficam no corredor quarto senhor_me olhou diretamente ao parar o carrinho com aquele s grandes olhos brancos que refletiam do seu rosto preto_mas digo uma coisa, o alcoolismos em gel acabou.
-Acabou?_arregalei os olhos.
-sim. um casal ontem levou as quatro ultimas caixas cheias, senhor.
-nao precisa me chamar de senhor, somos trabalhadores iguais. pra quem isso tudo de alcoolismos?
-nao sei, senhor, depois que esse governo espalhou que o alcoolismos em gel era o que protegia, os carrinho daqui saem lotados de caixas de alcool. não sei pra que, a recomendação básica e de lavar as Maos com agua e sabão que estaremos protegidos.
-sim, exatamente. estive fazendo isso nesses dias de quarentena.
-e digo mais, acho que não tem mais alcoolismos em lugar nenhum dessa cidade.
-puta merda, onde vou encontrar alcool agora?
o funcionario-se aproximou de mim e pude ver seu nome no cracha.
- olha, te dar uma dica. um cartão na verdade, de um lugar onde você pode comprar_colocou a mao no bolso e pegou um cartão de dentro de sua carteira_tem uma moca que comprou em estoque e agora ta vendendo. mais caro mas ta vendendo.
-obrigado_eu disse pegando o cartão.
-prewcisa agradecer nao, irmao, tamo junto_e saiu empurrando o carrinho.
guardei e fui em direção ao carro. no caminho escutei confusão na boca do caixa mas passei reto. disquei o numero da moca do alcoolismos e esperei. ela atendeu.
-boa tarde, estava querendo um alcool em gel. É aquele valor mesmo que tem no cartão?
-sim, e nao tenho dinheiro trocado tem que ser contado. e a retirada é na ultima estação do metro. pode ser daqui a meia hora se quiser. fica bom?_timnha voz forte, firme e impositiva.
concordei e desligamos. parei o carro dentro do estacionamento do metro e caminhei para a estação. o segurança me olhava, estava com uma pistola na mao e na outra um celular. imaginei se era para pegar quem estivesse fora da quarentena. nao a achei. tinha falado a cor do meu carro e cor da camiseta que eu estava. não tinha como não reconhecer, ainda mais depois do filme do sucesso do filme do pantera. meu telefone tocou. era ela.
-estou em um carro vermelho. Chegando_ e desligou.
abri a porta do carro e sentei no banco do motorista esperando. algumas pessoas que estavam indo para a estação também usavam mascaras. de longe pude ver também quando o segurança tossiu e colocou as Maos na boca ao tossir. esperava nas escadas agora com as Maos no apoio. a cidade estava infectada, ou boa parte dela. e eu sem mascara. mas conseguiria o alcool, se tudo desse certo. depois de saber que estou no grupo de risco, o medo e a paranoia aumentaram um pouco. e mais um bocado depois de ter ido no mercado e não ter encontrado alcool, apenas vendo os que tem condições fazerem grandes estoques de procutos. incluindo comida. o bolso deles não é tao vazio quanto os nossos daqui. não e atoa as viagens que fazem para fora do brasil. ouvi uma buzina e olhei para trás. era o carro vermelho. cheguei mais perto e o vidro do passageiro se abriu.
-Maria?_perguntei olhando mais para dentro.
-sim, é ela_disse um rapaz de boné vermelho e camiseta branca da cor do seu rosto.
olhei e ela estava do outro lado, tinha um rosto redondo, cabelo encaracolado e usava óculos. apontava o alcoolismos em gel em minha direção.
-o dinheiro ta trocado_perguntou.
- Sim_respondi e fizemos a troca. dei o dinheiro para o de boné que estava passando fio dental entre os dentes.
deram um sorriso e aceleraram. entrei no carro e voltei para a casa.
Estacionei na esquina perigosa do bairro me questionando do porque terem fechado as vagas mais acima do prédio. os bêbados e mendigos ainda estavam perambulando por la. olhei meu celular que vibrava.
-olha o carro, meu filho_disse um deles colocando o braço em minha frente quando um carro passou rápido por nos.
-obrigado, acho que me distrai. esse vírus ta deixando todo mundo maluco e preocupado_atravessamos.
-
-é verdade_paramos em frente ao mercado onde haviam dez pessoas sendo atyendidas pela grade_mas sabe o que eu acho disso tudo?_ficou parado com o dedo para cima, não estava cambaleando_essa onda do vírus so ta assim porque ta afetando os mais ricos. tem doença do mesmo nível, e que geram muitas mortes, mas ninguém toca no assunto.
-verdade_eu disse olhando o celular. meu minha namorada havia me ligado. tentei retornar quando ele continuou.
-e tem mais, essas grandes estão assim aqui, alem de outros lugares, porque os ricos estão com medo de sair de casa. ou encontrar com a gente daqui. desse lado da linha.
-nunaca tinha pensado por esse lado_disse olhando para ele.
-pois observe depois, se fosse o vírus de uma favela qualquer, isso estaria aberto para todos nós_disse se apoiando na grade.
-quem e o próximo_disse o atendente da loja
-sou eu, me ve uma garrafa de coca-cola_e se virou rapidamente para mim_com vírus pra rico morrer, o governo é sempre o primeiro a ajudar.
nos viramos e vimos o atewndente espirrando em cima da garrafa que ele havia pedido. e deixou num buraco da grade onde entregava as mercadorias.
-quem e o próximo?_continuou.
-acho melhor trocar a garrafa, meu amigo. você espirrou em cima dela_e fechou a cara enquanto o atendente ia pegar outra. virou-se para mim_quem ve assim pensa que é frescura minha, mas não. tenho netas pequenas em casa e melhor não arriscar.
-eu entendo.
Me despedir para pegar meu rumo quando ele me chamou. me virei.
-isso é alcool em gel, certo? quer me vender?_disse tirando vinte reais do bolso.
-nao to vendendo , é pra mim mesmo_disse e continuei andando.
Na porta do prédio vi uma senhora que sentada na varanda mexendo no celular. uma das primeiras que conversaram comigo quando cheguei para alugar esse apartamento, me desejando boas vindas. ela morava sozinha com seu cachorro. era baixinha e de voz mansa.
-oi, meu filho, tudo bem? é alcool em gel isso ai? onde conseguiu, o meu acabou e não tem ninguém para comprar pra mim. e tenho medo de sair de casa pro mercado.
coloquei a mao em meu bolso procurando o cartão que o rapaz da loja havia me entregado. disse do que se tratava e ela anotou o numero em seu celular.
-obrigada, meu filho, foi de grande ajuda.
nos despedimos e eu enterai no aparamento. imaginei o quanto era horrível estar sozinho nessa crise mundial. sem ninguém ao lado. eu iria passar um tempo com minha namorada e comemorar seu aniversario semana que vem, ia comprar presente surpresa e tudo mas depois do decreto da quarentena isso ficou impossível. ainda bem que ela ira passar com a mae. e eu assistindo filme ja que minha família estava mais reclusa possível. peguei o telefone e liguei para ela.
-me ligou?_disse_ta tudo bem?
-sim_estava com uma voz fraca_quer dizer, mais ou menos, minha mae tera que ficar no trabalho nesse tempo de quarentena. olha que merda. tinhamos combinado de passar um tempo juntas.
Nesse momento acreditei na conversa de que o destino trabalha com os encontros e desencontros.
-que merda mesmo, meu amor. se quiser posso passar a quarentena com voce.
-voce faria isso?_sua voz melhorou.
-sim, uma boa companhia pode melhorar a vida nessa crise. companhia e alcool em gel.
ela sorriu. disse que so iria arrumar umas coisas e quando estivesse chegando eu ligaria para ela.


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